Cardiologistas brasileiros homenageiam diretor do Serviço de Cardiologia do CHULN

Sociedade Brasileira de Cardiologia atribui a Fausto Pinto o título de sócio honorário

“É para mim uma grande honra receber este título”, reconhece o diretor do Serviço de Cardiologia do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, Fausto Pinto, referindo-se à homenagem que a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) resolveu prestar-lhe, considerando-o seu sócio honorário.

A cerimónia decorreu dia 20 de novembro, durante a abertura do 75.º Congresso da SBC, contando com a presença de Marcelo Queiroga, presidente desta sociedade científica, e de várias personalidades da Cardiologia brasileira.


A cerimónia realizou-se na sede da Sociedade Brasileira de Cardiologia, no Rio de Janeiro, no Espaço Carlos Chagas, inaugurado precisamente neste dia

Tratou-se de uma reunião virtual, mas com “um pequeno núcleo presencial”, esclarece Fausto Pinto, reconhecendo: “É uma honra para mim mas, penso eu, também para a Cardiologia nacional. Recebi a distinção das mãos do presidente da SBC, com a qual temos uma excelente relação”.

Em declarações à Just News, o cardiologista e também responsável pelo Departamento de Coração e Vasos do CHULN, faz questão de sublinhar que, devido à pandemia, e apesar dos seus variados compromissos a nível internacional, há nove meses que não realizava uma deslocação ao estrangeiro. E admite que “só mesmo um motivo muito forte” o levaria a fazer uma viagem destas.


Fausto Pinto

A distinção aconteceu no mês em que o médico celebrou o seu 60.º aniversário – nasceu a 3 de novembro de 1960, em Santarém –, admitindo que, “quando se vive muito intensamente, por vezes, não damos bem pelo tempo passar”. 

 
Em jeito de balanço, Fausto Pinto, que também é membro da Academial Nacional de Medicina do Brasil, considera que tem sido “um privilegiado, pois tenho cumprido muitos dos objetivos que tinha.”


Marcelo Queiroga e Fausto Pinto
E faz questão de destacar o papel que outros profissionais têm tido na sua carreira: “Nada funciona se não for em equipa – tenho tido a felicidade de encontrar muita gente, ao longo da minha vida, que contribuiu para que eu pudesse alcançar esses resultados; ter boas equipas, pessoas que nos possam ajudar a cumprir os nossos objetivos, é fundamental, quer em termos profissionais, quer pessoais.”

Acrescenta ainda: “Já transpus muitas barreiras – fico feliz quando olho para trás e vejo que atingi tantos objetivos que poucos conseguem… o que me dá outra responsabilidade, mas também me permite fazer outras coisas, o que tem sido bastante gratificante.”